29 de Maio – Dia Mundial da Saúde Digestiva

29 de Maio: Dia Mundial da Saúde Digestiva
29 de Maio: Dia Mundial da Saúde Digestiva

Todo dia 29 de Maio é celebrado o Dia Mundial da Saúde Digestiva, data que faz parte do calendário de ações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, neste ano, tem como tema a Doença Inflamatória Intestinal (DII), um processo inflamatório crônico no trato digestório, especialmente no intestino (responsável pela digestão de alimentos, absorção de nutrientes e água e eliminação de resíduos não aproveitados pelo organismo).

A DII possui dois principais tipos, sendo eles a Doença de Chron, que pode acometer qualquer segmento do trato intestinal de forma descontínua, e a Retocolite Ulcerativa, que afeta apenas o cólon de modo contínuo por diferentes extensões intestinais.

Os principais sintomas da DII são, em resumo: diarreia crônica, dor abdominal tipo cólica recorrente, presença de sangue nas fezes, perda de peso, febre e para de crescimento em crianças e adolescentes.  Além disso, o paciente também pode apresentar fadiga, anemia, constipação e manifestações extraintestinais, como articulares ou dermatológicas.

Por se tratar de uma doença sem cura, o tratamento da DII fundamenta-se no controle dos sintomas e manutenção do estado nutricional do paciente, a fim de que internações e cirurgias sejam evitadas. Além, é claro, da redução do impacto na qualidade de vida do paciente.

O diagnóstico é feito por meio de exames físicos, laboratoriais e imagenologia e endoscopia. Sua identificação precoce e o tratamento adequado são fundamentais tanto para o paciente quanto para o Estado, devido ao alto custo dos tratamentos.

Segundo a presidente do GEDIIB (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil), “o impacto da DII na saúde pública ainda carece de informações e dados precisos sobre a doença no Brasil, tais como estimativas de prevalência e incidência, avaliações econômicas de custos diretos (exames, drogas, serviços médicos, hospitalizações) e avaliações econômicas de custos indiretos (aposentadorias precoces, absenteísmo) gerados pela doença”.

Devido suas causas serem ainda desconhecidas, não há prevenção contra a DII. Por isso, é importante estar sempre atento aos sinais do próprio corpo e procurar um médico ou especialista ao surgirem sintomas.

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