27 de Setembro: Dia Nacional de Doação de Órgãos

Doação de Órgãos
Doação de Órgãos

Hoje, 27 de Setembro, comemora-se o Dia Nacional de Doação Órgãos, com o objetivo de conscientizar a população quanto à importância de ser doador.

No primeiro semestre de 2017, houve crescimento de 15,7% no número de transplantes realizados no Brasil, quando comparado ao mesmo período de 2016. No entanto, a falta de informação e conhecimento por parte dos familiares ainda é um empecilho para realização de transplantes. Isso porque a morte encefálica ainda é de difícil compreensão pelos parentes, visto que o corpo continua quente e os órgãos continuam funcionando através de aparelhos, fazendo com que a família não acredite que a morte já ocorreu e é irreversível.

É preciso ressaltar, entretanto, que a doação de órgãos pode salvar muitas outras vidas e que a fila de espera por doadores chegou a 32.952 pessoas em Junho deste ano. Além disso, alguns órgãos podem ser doados ainda em vida sem causar nenhum dano à saúde e à qualidade de vida do doador.

Pensando nisso, separamos algumas dúvidas frequentes e suas respostas para ajudar a esclarecer como funciona a doação de órgãos, quem e quando pode realizá-la.

Quem pode doar?

Existem três tipos de doadores: o Doador Vivo, o Doador Falecido após Morte Encefálica e o Doador Falecido com Parada Cardiorrespiratória.

O Doador Vivo pode doar desde que seja maior de 21 anos, seja compatível ao receptor e esteja em condições satisfatória de saúde e seja juridicamente capaz. Por lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem fazer a doação em vida. Para não parentes, faz-se necessária a existência de uma autorização judicial.

O Doador Falecido pode ter seus órgãos mediante autorização da família. No caso de corpos desconhecidos, a doação não é autorizada.

De um modo geral, não há uma restrição absoluta à doação de órgãos, alguns critérios mínimos devem ser observados, como causa da morte, existência de tumor e doenças infecciosas ativas.

Quais órgãos podem ser doados?

Pelo Doador Vivo pode ser doado um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea.

Pelo Doador Falecido após Morte Cerebral podem ser doados: coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

Pelo Doador Falecido por Parada Cardiorrespiratória podem ser doados apenas os tecidos (córnea, vasos, pele, ossos e tendões).

Para quem vão os órgãos doados?

Os órgãos doados são destinados a pessoas que já esperam por transplante na lista de espera única, que é determinada com base no tempo de espera e urgência de procedimento. A compatibilidade entre doador e receptor é determinada por exames laboratoriais.

O que acontece depois de autorizada a doação?

O hospital notifica a Central de Transplantes quanto à morte encefálica de um indivíduo. A Central de Transplantes pede confirmação do diagnóstico da morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o doador e os possíveis receptores. Quando existe mais de um receptor compatível, a prioridade é definida a partir de critérios como tempo de espera e urgência do procedimento. Após os receptores serem definidos, a Central emite uma lista e comunica aos hospitais onde eles estão sendo atendidos. As equipes de transplante, então, adotam as medidas necessárias para a retirada de órgãos e, por fim, os órgãos são retirados, o corpo é restituído e o transplante realizado.

Curiosidades:

  • A doação de órgãos não impede que o corpo seja velado, levando em consideração que após a retirada dos órgãos, o corpo é restituído e fechado novamente, sem causar qualquer deformação aparente.
  • Só é possível escolher o receptor quando a doação acontece ainda em vida, desde que atenda aos critérios da legislação vigente. Após a morte, essa possibilidade de escolha não existe.
  • Muitas pessoas confundem o coma com a morte encefálica, mas estes se tratam de coisas bastante distintas. O coma é um processo reversível, no qual ainda existe atividade cerebral. A morte encefálica significa que não há mais nenhum sinal de atividade cerebral e, por isso, é irreversível.

Deixe uma resposta